Sudene amplia diálogo com setor produtivo e apresenta instrumentos de fomento em encontro com empresários de Pernambuco

Em mais uma agenda de aproximação com o setor produtivo, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) reforçou, nesta quinta-feira (11), seu papel de articuladora entre o setor público e privado. O superintendente Francisco Alexandre se reuniu com representantes do grupo Atitude Pernambuco, colegiado de empresários de diferentes segmentos, em um dos primeiros compromissos oficiais com o segmento desde que assumiu a gestão da Autarquia.

O encontro teve como destaque a apresentação dos principais instrumentos de fomento da Sudene, entre eles os incentivos fiscais, que permitem a redução de até 75% do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) ou a possibilidade de reinvestimento de 30% do tributo. “Nosso esforço é ampliar a prospecção e garantir que os empreendedores conheçam e utilizem esses instrumentos, que têm impacto direto na competitividade regional”, afirmou Francisco Alexandre.

Outro ponto ressaltado foi a previsão de R$ 52,6 bilhões para o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) em 2026, uma das principais fontes de crédito para investimentos produtivos. Além do FNE, o superintendente também mencionou o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) como alternativa estratégica para viabilizar projetos estruturantes.

Na pauta, ganhou destaque a ferrovia Transnordestina, cuja conclusão é considerada essencial para a integração logística e a expansão de mercados, reposicionando o Nordeste no cenário nacional e internacional. A Sudene é a principal financiadora da obra por meio do FDNE, envolvendo os trechos entre Eliseu Martins (PI) e o Porto de Pecém (CE). Francisco Alexandre reforçou o compromisso da Autarquia com a totalidade do projeto, incluindo o trecho entre Salgueiro (PE) e o porto de Suape, no Recife, como prioridade para o desenvolvimento regional.

Nesse contexto, o superintendente destacou os impactos econômicos para o estado, mencionando polos produtivos, como as cadeias de gipsita e gesso; baterias e armazenamento; petróleo e logística; avicultura e confecções, além do papel de Suape e Recife como hubs de multimodalidade e comércio exterior.

Os empresários presentes reconheceram o potencial das oportunidades, mas manifestaram preocupação com entraves burocráticos na contratação de crédito, sobretudo em relação às exigências de garantias. O superintendente comprometeu-se a analisar as demandas e buscar soluções que facilitem o acesso do setor privado ao financiamento.

A proposta da Sudene é estender esse tipo de encontro a todos os estados de sua área de atuação, consolidando uma agenda permanente de diálogo com o setor produtivo e fortalecendo a construção de políticas de desenvolvimento regional sustentável.

Deixe o Seu Comentário