Coluna Plural (23/10): Equilíbrio e diálogo: o caminho de Ricardo Paes Barreto rumo ao STJ

O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Ricardo Paes Barreto, é hoje um dos nomes mais respeitados do meio jurídico e político pernambucano e carrega um projeto pessoal e institucional ambicioso: chegar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A vaga, prevista para 2026, é uma das mais disputadas do país, e nos bastidores já se comenta que o magistrado reúne os atributos e, sobretudo, o apoio político necessário para tornar esse sonho viável.

Com mais de 30 anos dedicados à magistratura, Ricardo construiu uma trajetória de serenidade, equilíbrio e profundo conhecimento jurídico. À frente do TJPE, tem mostrado habilidade para dialogar com os Poderes, modernizar a Justiça estadual e valorizar servidores e juízes. Sua postura discreta e institucional o transformou em um nome de consenso raro, respeitado tanto no meio jurídico quanto entre lideranças políticas de diferentes campos ideológicos, um ativo importante para quem pretende chegar a uma Corte nacional.

O desembargador também vive um momento de grande visibilidade, já que está prestes a assumir interinamente o governo de Pernambuco, durante uma viagem oficial da governadora Raquel Lyra, da vice Priscila Krause e do presidente da Alepe, Alvaro Porto, ao exterior. A presença de um magistrado no comando do Executivo estadual reforça sua imagem de equilíbrio e competência administrativa, atributos que ampliam sua projeção em Brasília. Parlamentares e lideranças pernambucanas têm feito questão de destacar a importância de ver o estado representado no STJ por alguém com o perfil técnico e ponderado de Ricardo Paes Barreto.

A eventual indicação do presidente do TJPE ao STJ seria vista como um gesto de reconhecimento à magistratura pernambucana e à capacidade do estado de formar quadros de alto nível no Direito. Mais do que um avanço pessoal, seria uma vitória simbólica para Pernambuco, que voltaria a ter voz e prestígio em uma das cortes mais importantes do país.

Vaga – Em abril de 2026, ficará aberta no STJ a vaga do ministro Saldanha Palheiro, que completará 75 anos, idade de aposentaria compulsória para os magistrados. É para esta que Paes Barreto pode vir a ser indicado.

Encontro – A governadora em exercício de Pernambuco, Priscila Krause e o prefeito do Recife, João Campos, participaram na noite desta quarta-feira (22) do culto de ação de graças pelo aniversário do pastor Ailton José Alves, líder da Assembleia de Deus em Pernambuco.

Quase encontro – Os gestores voltam a participar de um mesmo na próxima sexta-feira (24). Ambos irão palestrar no Congresso Nacional de Executivos de Finanças (CONEF 2025), evento que ocorrerá no Recife pela primeira vez. Eles vão em horários diferentes para evitar encontros.

Pode não ir – O ministro dos Portos e Aeroportos disse durante evento na terça-feira (21) que pretendia disputar o Senado em 2026, mas que abriria mão caso solicitado pelo presidente Lula (PT). Informação é da Folha de S.Paulo. A ver.

Para refletir – O equilíbrio de Paes Barreto é o diferencial que falta ao Judiciário nacional?

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Marcelo Aprígio

Jornalista pela UFPE. Foi repórter de política e economia no Jornal do Commercio e editor de conteúdo do Portal NE10/UOL. DRT 7839/PE.