Romero Albuquerque exige transparência sobre atrasos salariais e contratações precárias na Saúde de Pernambuco

O deputado estadual Romero Albuquerque (UB) protocolou um pedido de informação direcionado à governadora Raquel Lyra e aos secretários estaduais de Saúde, Planejamento e Casa Civil, cobrando esclarecimentos sobre atrasos salariais e precarização das condições de trabalho de profissionais vinculados à Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco.

No documento, Romero questiona o governo sobre quantos trabalhadores atuam sem contrato formal, quais medidas estão sendo tomadas para regularizar vínculos e pagamentos, e o valor total da dívida referente aos salários atrasados. O pedido também solicita detalhes sobre o prazo para quitação dos débitos, possíveis restrições a novos contratos na área, e a existência de auditorias ou sindicâncias internas para apurar responsabilidades.

Segundo o parlamentar, denúncias amplamente divulgadas pela imprensa e por representantes das categorias apontam que médicos, enfermeiros e técnicos vêm trabalhando sem contrato e sem receber direitos como 13º salário, férias e diárias, situação que, em alguns casos, ultrapassa três meses de atraso.

“Esses profissionais estão sendo desrespeitados. Eles estão na linha de frente, cuidando da população, e mesmo assim enfrentam atrasos salariais e vínculos precários. É uma situação insustentável, que precisa de transparência e solução imediata. Quando o governo falha em pagar, o impacto não é apenas na vida do servidor, mas em toda a rede pública. Há risco de paralisações e de queda no atendimento, o que atinge diretamente quem mais precisa do SUS”, alertou Romero Albuquerque.

Na justificativa do pedido, Romero afirma que cabe à Assembleia Legislativa fiscalizar os atos do Poder Executivo, sobretudo no que diz respeito à gestão de recursos humanos e orçamentários da Saúde, setor que historicamente apresenta falhas de planejamento e execução.

“O governo precisa dar explicações claras. Não é possível que profissionais fiquem meses sem receber, sem contrato, sem direitos trabalhistas e sem perspectivas. A transparência é um dever público e o respeito a esses trabalhadores é uma questão de humanidade”, completou o parlamentar.

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