Hospital Maria Lucinda intensifica esforço nacional para reduzir filas e acelerar cirurgias eletivas pelo SUS

Com histórico de quase um século de compromisso em oferecer atendimento humanizado e excelência para todas as idades, a Fundação Manoel da Silva Almeida/Hospital Maria Lucinda , como instituição filantrópica, reforça seu papel na rede de saúde pública e integra, nos dias 13/12 e 14/12 , o Mutirão de Cirurgias dos Filantrópicos . Serão realizadas 108 cirurgias, numa iniciativa do Governo Federal criada para acelerar procedimentos eletivos em todo o país. Para dar conta da demanda e garantir fluxo rápido, o Maria Lucinda reservou leitos para o sábado e domingo.

Os procedimentos contemplam postectomia e hérnias em pediatria, otorrinolaringologia, ortopedia pediátrica, urologia adulto e pequenas cirurgias. A seleção das especialidades seguiu critérios técnicos. “A priorização foi definida a partir do perfil estabelecido de acordo com os contratos celebrados com as Secretarias de Saúde. Ou seja, colocamos na linha de frente as áreas com maior fila de espera e maior impacto assistencial, garantindo que o mutirão respondesse exatamente ao que a população mais precisa”, explica Luana Gonçalves, supervisora de Faturamento. Na equipe de acompanhamento do projeto também estão: Manuela Araújo (coordenadora do Ambulatório); Thayanna Barbosa (coordenadora do Faturamento/Núcleo Interno de Regulação-NIR ) e Mirella Porto (Assessoria Jurídica).

A decisão de integrar a força-tarefa nacional veio de um compromisso histórico do Maria Lucinda com o atendimento gratuito e da percepção de que a demanda reprimida por cirurgias eletivas cresceu de forma significativa após a pandemia. “O Maria Lucinda nasceu para atender quem não tem alternativa. A gente carrega isso há quase um século, e esse mutirão só reforça essa história”, enfatiza Luana Gonçalves.

Cirurgiões, anestesistas, instrumentadores, equipe de enfermagem e de apoio participam da força-tarefa. A instituição reservou leitos de retaguarda e habilitou, quando exigido, procedimentos que serão realizados durante o mutirão — principalmente nas áreas de cirurgia geral e pequenas cirurgias ambulatoriais. O acompanhamento dos trabalhos está sob o comando da Alta Gestão da FMSA/HML: Dr. Luiz Alberto de Araújo, superintendente; e Ana Cristina Passavante, superintendente Gestão Administrativa.

“É um esforço concentrado, mas extremamente organizado que assegura segurança, rapidez e qualidade assistencial . O paciente chega regulado, passa por avaliação pré-operatória, realiza exames e segue direto para o procedimento, com acompanhamento pós-cirúrgico garantido. Tudo dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde”, explicou Luana Gonçalves.

Todos os procedimentos foram regulados pela Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde do Recife, seguindo critérios clínicos e prioridades definidas pelos gestores municipais e estaduais. O hospital destacou que montou um canal de comunicação direto com a Atenção Primária para garantir continuidade no cuidado — desde o pré-operatório até o retorno pós-cirúrgico.

Impacto esperado – A estimativa do Hospital Maria Lucinda é realizar um número significativo de cirurgias ao longo dos dois dias — de acordo com os protocolos exigidos e à capacidade de leitos. A direção reforça que a mobilização não atrapalha o atendimento regular do hospital e que o mutirão representa uma oportunidade de acelerar tratamentos de pacientes que aguardam há meses.

Transparência e auditoria – A administração informou que toda a produção será registrada de acordo com as regras do programa: compatibilidade de procedimentos, registro de profissionais e autorização prévia. O hospital também estruturou uma equipe de auditoria interna para acompanhar o processo em tempo real e evitar inconsistências.

O Mutirão de Cirurgias dos Filantrópicos é promovido em parceria pela Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) e Ministério da Saúde, no Programa Mais Especialistas. Os hospitais que aderem precisam preencher a Matriz de Oferta, ter equipes compatíveis, leitos disponíveis e habilitações exigidas. Os procedimentos são 100% regulados pelos gestores e devem seguir regras rígidas de registro e transparência.

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