Crianças atípicas do Jaboatão dos Guararapes se divertem no Bloquinho Cão Terapia

Nesta quarta-feira (11), a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes promoveu uma atividade lúdica e festiva envolvendo crianças, pais e os amigos de quatro patas. No espaço do Projeto Cão Terapia, localizado no CRAS de Cajueiro Seco, meninos e meninas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) assistidos pelo local participaram do Bloquinho Cão Terapia, que uniu usuários, responsáveis, profissionais que atuam no equipamento e os cachorros que ajudam nas habilidades sociais das crianças.

O Cão Terapia, reinaugurado no novo local pela gestão do prefeito Mano Medeiros há dois meses, é voltado para os pequenos de dois a cinco anos – fase em que geralmente os pais descobrem o diagnóstico de autismo. O espaço, que atualmente atende a 18 crianças, é uma das iniciativas do Programa de Políticas Públicas Sociais (PPS) do município. A sala possui especialistas nas áreas de fonoaudiologia, terapia e fisioterapia, que, com a mediação do animal, trabalham com crianças matriculadas na rede municipal e reguladas pela Secretaria de Saúde, com a Assistência Social.

Além da celebração que remete ao carnaval, a vivência desta quarta-feira representou uma terapia prática, onde as crianças brincaram, mas também foram estimuladas para a questão sensorial. Um momento de trabalhar nos pequenos situações futuras, como festinhas nas escolas e em família.

Gestora do PPS de Jaboatão dos Guararapes, Andréa Medeiros reforça a função do espaço do Cão Terapia. “Os cachorros são utilizados como mais uma ferramenta de trabalho para o desenvolvimento das crianças. Tudo é feito com muita atenção, conhecimento técnico e cuidado com as crianças. E toda a família é assistida nessa rede de acolhimento e proteção”, disse. As atividades de estímulo ocorrem uma vez por semana, em horários individuais ou em grupos pequenos.

Segundo a diretora da Pessoa com Deficiência do Jaboatão, Lauricéia Thomaz, a terapia já aponta progresso nas crianças. “Os próprios pais estão trazendo para a gente boas experiências, de dizer que a criança está mais comunicativa, por exemplo. O cachorro é um instrumento de aproximação, sendo o foco maior fazer com que a criança aprenda”, informou.

Quem levou a filha Ágatha Milena, de quatro anos e fantasiada de Branca de Neve para o bloquinho, foi Darlene Pereira. Moradora de Barra de Jangada, a mãe descobriu há dois anos que ela tem autismo com nível de suporte 1. “Ela demorou para falar e não me chamava de mamãe, só repetia como eu a chamava, mas eu não entendia. Foi quando uma amiga com dois filhos atípicos indicou investigar. Foi então que busquei terapia. Ágatha está aqui desde o início e ajudou bastante. Essa interação com outras crianças, os cães e os profissionais ajudou a quebrar a rigidez e agressividade dela. Hoje ela está muito mais tranquila e convivendo com as irmãs”, contou a mãe atípica.

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