Reitor da UFPE, Alfredo Gomes lança pré-candidatura ao governo de Pernambuco

O reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, filiado à Rede Sustentabilidade, oficializa nesta quarta-feira (18) sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco. Ele deve ser o nome do campo político liderado pelo deputado federal Túlio Gadêlha, grupo que também projeta o ex-deputado Paulo Rubem Santiago como pré-candidato ao Senado.

A entrada de Alfredo Gomes na disputa é apresentada como uma alternativa ao cenário de polarização entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife João Campos (PSB), que lideram as pesquisas de intenção de voto com ampla vantagem.

Apesar do lançamento, o nome do reitor ainda não foi testado nos levantamentos eleitorais. Além disso, o projeto político precisará dialogar com o PSOL, que integra a mesma federação e já colocou o ex-vereador Ivan Moraes como pré-candidato ao Palácio do Campo das Princesas.

A tendência é que o plano de governo de Alfredo Gomes seja estruturado a partir da educação como eixo central do desenvolvimento, com propostas voltadas à interiorização de oportunidades, à inclusão social, à justiça social e ao enfrentamento das desigualdades regionais e econômicas do estado.

Túlio Gadêlha se reaproxima do PDT

O lançamento das pré-candidaturas ocorre junto à divulgação do manifesto “Movimento do Sertão ao Cais: Pernambuco é do Povo”. O documento defende a renovação da agenda política pernambucana, com foco na redução das desigualdades sociais e territoriais, no fortalecimento da democracia participativa e na valorização da educação, da ciência, da cultura e do trabalho como pilares do desenvolvimento.

Nos bastidores, a articulação conduzida por Túlio Gadêlha tem despertado o interesse do PDT, que teria procurado o parlamentar para discutir a reorganização da legenda no estado e a possível composição de uma chapa eleitoral.

“Pernambuco precisa romper com a polarização vazia e recolocar o povo no centro das decisões. O movimento apresenta um projeto que prioriza água e saneamento, educação capaz de transformar trajetórias, geração de trabalho com desenvolvimento regional e participação popular efetiva no orçamento e nas políticas públicas”, afirmou Gadêlha.

O manifesto também propõe a construção de um novo pacto social, com ampliação do acesso à água e ao saneamento, políticas de segurança pública baseadas em prevenção e inteligência, geração de emprego e renda com foco regional, valorização dos servidores públicos e mecanismos de participação direta da população nas decisões do governo, como o orçamento participativo e fóruns territoriais.

Com informações do LeiaJá

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Marcelo Aprígio

Jornalista pela UFPE. Foi repórter de política e economia no Jornal do Commercio e editor de conteúdo do Portal NE10/UOL. DRT 7839/PE.