Clarissa Tércio é processada por ex-empregada que alega trabalho sem carteira assinada

A deputada federal Clarissa Tércio (PP) é alvo de uma ação trabalhista movida por uma ex-empregada doméstica, que alega ter trabalhado durante sete meses sem carteira assinada e sob uma jornada de trabalho considerada “extensa e extenuante”. O processo foi protocolado em maio deste ano e ainda não teve decisão da Justiça. As informações são do Diario de Pernambuco.

Segundo a ação, a trabalhadora afirma que prestou serviços entre 22 de setembro de 2025 e 4 de abril de 2026 na residência da parlamentar, em uma escala fixa de quatro dias por semana: quintas, sextas, sábados e domingos.

De acordo com o processo, a jornada era das 7h às 19h, totalizando 12 horas diárias. A autora sustenta que não usufruía integralmente do intervalo para almoço, permanecendo à disposição da empregadora durante a maior parte do expediente.

A ex-empregada pede o reconhecimento do vínculo de emprego doméstico, o registro da Carteira de Trabalho (CTPS) e o pagamento de cerca de R$ 64,7 mil em verbas rescisórias, FGTS, horas extras, intervalo intrajornada, domingos e feriados trabalhados, multas e indenização por danos morais.

Segundo a ação, ela recebia R$ 200 por dia trabalhado, com remuneração mensal aproximada de R$ 3,2 mil, e os pagamentos eram feitos por depósitos na Caixa Econômica Federal.

A defesa da trabalhadora argumenta que a prestação de serviços quatro dias por semana atende aos requisitos da Lei Complementar nº 150/2015 para caracterização do vínculo empregatício. Para sustentar as alegações, afirma ter anexado conversas entre a empregada e a secretária da deputada, além de indicar prova testemunhal.

A audiência está marcada para a próxima sexta-feira (31), na Vara Única do Trabalho de São Lourenço da Mata, vinculada ao Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6).

Em nota ao Diario de Pernambuco, Clarissa Tércio informou que não comentará publicamente o caso por se tratar de matéria submetida ao Poder Judiciário e que os esclarecimentos serão prestados exclusivamente nos autos do processo.

Já a defesa da ex-empregada afirmou ao jornal que a ação ainda está em fase inicial e que busca uma solução por meio da conciliação.

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