Escolhido por Raquel, Túlio Gadêlha pontua menos que Miguel Coelho e Eduardo da Fonte, que disputam espaço na chapa

Os números da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28) suscitaram um debate sobre a base da governadora Raquel Lyra (PSD): qual nome tem maior potencial eleitoral para ocupar a segunda vaga ao Senado na chapa governista.

O levantamento mostra que o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), praticamente já escolhido pela governadora para disputar uma das vagas ao Senado, aparece em posição menos competitiva do que outros nomes que disputam a indicação, como o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil).

Nos cenários em que são testados, Eduardo da Fonte e Miguel Coelho registram 6% das intenções de voto, enquanto Túlio Gadêlha aparece com 4%. Embora a diferença esteja dentro da margem de erro da pesquisa, o desempenho indica que os dois pré-candidatos largam de um patamar eleitoral numericamente superior.

A vantagem também aparece no nível de conhecimento do eleitorado. Segundo a Quaest, 22% dos entrevistados afirmam conhecer Eduardo da Fonte e votar nele. Miguel Coelho alcança 18% nesse indicador, enquanto Túlio Gadêlha registra 13%.

Ao mesmo tempo, Túlio apresenta o menor índice de rejeição entre os três principais nomes cotados pela base governista. O parlamentar é rejeitado por 25% dos entrevistados, contra 28% de Miguel Coelho e 34% de Eduardo da Fonte. O dado indica que ele possui menor resistência entre os eleitores, mas ainda enfrenta o desafio de ampliar sua visibilidade no estado.

Guerra pelo Senado

Nos bastidores (e fora deles), Eduardo da Fonte e Miguel Coelho protagonizam a disputa pela indicação ao Senado na chapa governista. Ambos trabalham para ser companheiro de chapa de Raquel.

Embora Túlio Gadêlha seja tratado como um nome praticamente certo na composição da chapa por integrar o PSD da governadora e ter a confiança de Raquel, os números da Quaest sugerem que sua candidatura, neste momento, agrega menos eleitoralmente do que as de Eduardo da Fonte e Miguel Coelho.

A definição da chapa majoritária deve considerar não apenas o desempenho nas pesquisas, mas também fatores políticos e partidários. Ainda assim, o levantamento oferece um argumento que tende a fortalecer Eduardo da Fonte e Miguel Coelho nas negociações dos próximos meses.

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Marcelo Aprígio

Jornalista pela UFPE. Foi repórter de política e economia no Jornal do Commercio e editor de conteúdo do Portal NE10/UOL. DRT 7839/PE.