Após Miguel ser rifado da chapa, Chaparral deixará o palanque de Raquel como sinalizou?

A escolha do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) para a vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), que resultou na retirada da pré-candidatura de Miguel Coelho (União Brasil), colocou em xeque o futuro político do prefeito de Surubim, Cléber Chaparral (União Brasil). Há cerca de três semanas, o gestor afirmou que sua decisão sobre o palanque nas eleições de 2026 dependeria justamente da definição sobre Miguel e admitiu, inclusive, a possibilidade de apoiar João Campos (PSB).

Na ocasião, em entrevista ao comunicador Jota Santos, Chaparral revelou que havia conversado com o deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) e também com João Campos. Questionado sobre uma eventual mudança de lado, respondeu que “na política tudo é possível” e deixou claro que aguardaria a definição da Federação União Progressista antes de bater o martelo.

Agora, o cenário é outro. Miguel Coelho foi preterido por Raquel Lyra, que optou por Eduardo da Fonte para disputar o Senado. Embora o ex-prefeito de Petrolina tenha retirado sua candidatura e declarado apoio à reeleição da governadora em nome da unidade do grupo, resta saber se seus aliados adotarão a mesma postura.

A expectativa recai especialmente sobre Chaparral. Caso cumpra o que sinalizou semanas atrás, o prefeito poderá deixar a base governista e reforçar o palanque de João Campos, o que representaria mais uma baixa política para Raquel Lyra. Por outro lado, se seguir a orientação de Miguel Coelho, deverá permanecer na aliança governista, preservando a unidade do União Brasil.

Até o momento, Chaparral ainda não se pronunciou sobre qual caminho adotará após a definição da chapa majoritária. A expectativa é de que a posição do prefeito seja anunciada nos próximos dias.

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Rizia Lindolfo

Graduanda em Comunicação Social/Jornalismo na Uninassau.