João defende criação de departamento de crimes cibernéticos em Pernambuco

O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), propôs a criação de um departamento de combate aos crimes cibernéticos em Pernambuco, com investimentos em tecnologia e estrutura especializada para enfrentar o crescimento dos crimes digitais. A proposta foi apresentada nesta segunda (14), durante reunião com integrantes da Associação dos Delegados e Delegadas de Polícia de Pernambuco (ADEPPE), que discutiu os desafios da segurança pública, o fortalecimento da Polícia Civil e as demandas da categoria.

“A gente vai implantar um programa de segurança que vai trazer investimento em tecnologia, que é uma demanda deles, e ter departamento de combate aos crimes cibernéticos que nós criaremos”, afirmou João.

O candidato destacou que a estrutura será necessária diante do crescimento de crimes como golpes de Pix, fraudes bancárias, clonagem de WhatsApp, furtos de celulares e falsos call centers, que atingem principalmente pessoas de baixa renda e idosos. João também propôs a criação de uma estrutura administrativa específica para cuidar das demandas operacionais da Polícia Civil, permitindo que os profissionais da instituição tenham melhores condições para se dedicar ao trabalho de investigação e combate à criminalidade.

A proposta prevê que profissionais do próprio quadro da Polícia Civil possam atuar na área administrativa, com remuneração adicional pela função. 

Para reforçar o enfrentamento à criminalidade, João também propôs a criação de um departamento e de uma força integrada de combate ao crime organizado, com participação estratégica da Secretaria da Fazenda no rastreamento de recursos ilícitos e no combate à lavagem de dinheiro e às grandes facções.

Na proteção às mulheres, João reafirmou o compromisso de ampliar a rede de Delegacias da Mulher para municípios com mais de 60 mil habitantes, garantindo funcionamento 24 horas e equipes femininas preparadas para o acolhimento das vítimas. João também defendeu o monitoramento de medidas protetivas por meio de tornozeleiras eletrônicas e destacou que a falta de recursos não pode impedir a proteção das mulheres. “Não dá para você ter 18 mil medidas não monitoradas só no papel”, disse.

A atenção aos profissionais de segurança também esteve entre os temas discutidos. João propôs a criação de um Centro de Cuidado com a Saúde Mental dos Trabalhadores da Segurança Pública de Pernambuco, com atendimento especializado para policiais civis e militares.

Deixe o Seu Comentário